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Industrialização ganha espaço no debate sobre o futuro da construção civil na Construimóveis 2026
Data: 25 de agosto de 2026

Painel reuniu especialistas da academia e do mercado para discutir produtividade, tecnologia e os novos caminhos do setor.
A construção civil está diante de uma mudança de paradigma. A busca por maior produtividade, redução de desperdícios, qualificação da mão de obra e maior eficiência está acelerando a adoção de processos industrializados, novas tecnologias e sistemas construtivos que aproximam cada vez mais o canteiro de obras da lógica da indústria.
Foi sobre essa transformação que a Construimóveis 2026 promoveu, na noite desta terça-feira (25), o painel “A Industrialização na Construção Civil”, reunindo o professor Zacarias, da UPF, o engenheiro Luiz Henrique Ceotto, da Urbic Engenharia, e Marciano Sasso, da Medabil.
Ceotto: uma nova maneira de pensar a construção
Entre os convidados, um dos grandes destaques foi Luiz Henrique Ceotto, engenheiro civil com ampla trajetória no setor e uma das vozes brasileiras mais atuantes na defesa da industrialização da construção.
Sua visão vai muito além da simples utilização de novas tecnologias. Ceotto defende uma transformação profunda na forma de projetar, produzir e construir, incorporando conceitos como padronização, pré-fabricação, componentes industrializados, mecanização, BIM e montagem racionalizada.
Para Ceotto, a construção precisa avançar de um modelo predominantemente artesanal para uma lógica cada vez mais industrial, na qual planejamento, tecnologia e produtividade estejam presentes desde a concepção do empreendimento.
“A construção precisa deixar de depender cada vez mais do trabalho artesanal e incorporar uma lógica industrial, com mais planejamento, tecnologia, produtividade e controle.”
A presença de Ceotto deu ao painel uma dimensão especial. Sua proposta é fazer com que parte do trabalho que hoje acontece dentro do canteiro seja transferida para ambientes controlados de produção, deixando para a obra uma etapa cada vez mais próxima da montagem.
É uma mudança que pode significar menos desperdício, maior previsibilidade, redução de prazos e mais qualidade — e que já começa a ganhar espaço no mercado brasileiro.
A academia como ponte para a transformação
O professor Zacarias, da UPF, trouxe ao debate o olhar acadêmico sobre esse processo. A universidade tem papel estratégico na transformação do setor, especialmente na formação de profissionais preparados para trabalhar com novas tecnologias, sistemas construtivos e processos produtivos.
“Industrializar não significa apenas mudar o sistema construtivo. Significa preparar pessoas, projetos e empresas para uma nova forma de construir.”
A participação da UPF reforçou a conexão entre conhecimento, inovação e aplicação prática, uma das marcas da programação da universidade na Construimóveis 2026.
Da fábrica para o canteiro
Marciano Sasso trouxe ao debate a experiência da Medabil, empresa com forte atuação em soluções construtivas industrializadas e estruturas metálicas.
A experiência da companhia mostra que a industrialização já deixou de ser apenas uma discussão sobre o futuro. Ela está presente em projetos e obras que utilizam estruturas metálicas, pré-engenharia, BIM, fabricação industrial e montagem planejada.
“Quanto mais integrada estiver a cadeia, desde o projeto até a montagem, maior será a capacidade de ganhar prazo, qualidade e eficiência.”
Um futuro que já começou
O debate aconteceu em um momento em que a própria Construimóveis apresenta ao público novas soluções e métodos construtivos. A feira, portanto, transforma o debate sobre industrialização em algo concreto: as tecnologias discutidas no evento também estão presentes no mercado e no espaço de exposição da feira.
Além de discutir novos materiais ou sistemas construtivos, o painel propôs uma reflexão sobre como será a construção civil nos próximos anos.
E talvez essa seja a principal provocação deixada por Ceotto: a industrialização não deve ser vista apenas como uma alternativa ao modelo tradicional, mas como uma mudança necessária para que o setor avance em produtividade, qualidade e competitividade.
A Construimóveis 2026 – Imóvel Novo! A hora é agora, acontece de 22 a 30 de agosto, no Salão de Eventos do Bourbon Passo Fundo. A feira tem o patrocínio de Banrisul, JR Comércio de Cimento, Prefeitura de Passo Fundo, TKE Elevator e UPF. Conta com o apoio de Amanco Wavin, Andreetta e Grupo Delta.
Serviço
Construimóveis 2026
Local: Salão de Eventos do Bourbon Passo Fundo
Período: 22 a 30 de agosto
Horários: segunda a sexta-feira, das 16h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 21h
Entrada: gratuita
