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Uma nova era na construção civil: Sinduscon Passo Fundo e Região tem, pela primeira vez, uma mulher na presidência
Data: 16 de abril de 2026

Com olhar voltado ao futuro, gestão de Roberta Leal aposta em diálogo, qualificação profissional e fortalecimento do setor até 2028
A história do Sinduscon Passo Fundo e Região ganha um novo capítulo e ele chega carregado de simbolismo e responsabilidade. Pela primeira vez, uma mulher assume a presidência da entidade, marcando não apenas uma troca de gestão, mas um movimento que reflete as transformações de um setor que busca se reinventar.
À frente do sindicato até 2028, a arquiteta e empresária Roberta Leal assume com o desafio de fortalecer a construção civil regional, enfrentar gargalos históricos como a falta de mão de obra qualificada e, ao mesmo tempo, ampliar a participação dos associados. Nesta entrevista, ela fala sobre protagonismo, gestão e o futuro do setor.
Escola da Construção Civil posiciona Passo Fundo como referência
No Brasil e no Rio Grande do Sul, a qualificação na construção civil ocorre, em sua maioria, por meio de:
- Cursos pontuais;
- Treinamentos técnicos;
- Parcerias com instituições de ensino, como o SENAI.
Embora sindicatos patronais promovam essas capacitações, não é comum a existência de uma estrutura educacional permanente, com sede própria e atuação contínua. É nesse cenário que o Sinduscon Passo Fundo e Região se diferencia. A proposta da Escola da Construção Civil vai além da oferta de cursos e se baseia em três pilares:
- Estrutura física própria;
- Formação contínua de profissionais;
- Conexão direta com as demandas do setor.
Um modelo inovador, com potencial para se tornar referência no Estado e no país.
Roberta, você faz história como a primeira mulher a presidir o Sinduscon. O que esse momento representa para você?
Esse momento representa uma abertura de portas para que muitas outras mulheres tenham acesso a cargos de liderança nas instituições. No entanto, esse não pode ser o principal mote. O respeito que eu vou exigir nesse cargo é o mesmo que qualquer pessoa exigiria. O que eu preciso é mostrar trabalho. Ser a primeira mulher é importante, abre caminhos, mas não pode ser o definidor da minha gestão, nem o único ponto a ser destacado.
Que mensagem essa conquista deixa para outras mulheres dentro de um setor ainda majoritariamente masculino?
A mensagem é clara: que mais mulheres entrem na construção civil, que busquem crescer e ocupar cargos de liderança. Eu acredito em um mercado cada vez mais aberto, com mais engenheiras, arquitetas e mulheres em posições estratégicas, tanto nas entidades quanto nas empresas.
Você assume a presidência em um momento importante para o setor. Qual será a sua marca à frente da entidade?
A principal marca que quero deixar é o diálogo e a aproximação. Essas são características essenciais. Minha meta é aproximar cada vez mais os associados, incentivando a participação ativa dentro da entidade.
Quais são as prioridades mais urgentes da sua gestão? Que legado você quer construir e o que precisa ser enfrentado com mais urgência?
Entre as prioridades está o fortalecimento da feira, aproveitando a força da marca Construimóveis e, no futuro, até buscando um espaço maior, acompanhando seu crescimento. Mas, de forma mais urgente, nosso foco é iniciar a construção da Escola da Construção Civil. Acredito que esse será o maior legado para o Norte do Rio Grande do Sul. E, sem dúvida, o principal desafio que precisamos enfrentar é a qualificação da mão de obra. Todas essas pautas estão conectadas. Precisamos agir com estratégia, foco e determinação para atrair jovens, que são o futuro do setor. A escola será um marco regional, com potencial para se tornar referência no Estado e no país.
A falta de mão de obra qualificada ainda é um gargalo. A Escola da Construção Civil pode ser um divisor de águas?
Sim, esse é o principal gargalo do setor. Precisamos atrair pessoas, trazer inovação e qualificação. O desafio é mostrar que a construção civil evoluiu, se modernizou e hoje oferece boas oportunidades, com remuneração atrativa e melhores condições de trabalho.
Os canteiros de obras mudaram: são mais tecnológicos, seguros e organizados. A Escola da Construção Civil tem tudo para ser um divisor de águas. Se conseguirmos implementar tudo o que planejamos e atrair jovens, será um grande ponto de virada para o setor.
Para fechar: que mensagem você deixa para os associados neste início de gestão?
A mensagem é de união. Quero ver os associados cada vez mais presentes no Sinduscon Passo Fundo e Região participando dos encontros, almoços e jantares. Esses momentos são fundamentais para o networking, para a troca de ideias e para o fortalecimento do setor. É assim que construiremos uma entidade ainda mais forte, juntos.
Mais do que um marco histórico, a chegada de Roberta Leal à presidência sinaliza uma mudança de mentalidade. Em um setor que constrói cidades, agora também caminha para construir um novo olhar, ainda mais inclusivo, mais estratégico e conectado com o futuro. E, como toda boa obra, essa também começa pelo alicerce: gente, qualificação e união.
Nominata diretoria 2026/2028
DIRETORIA EXECUTIVA
Roberta de Freitas Leal – Presidente
Cristiano Basso – Vice-Presidente Administrativo
Lucas Do Carmo Bonfante – Vice-Presidente Financeiro
Rodrigo Lacourt de Souza D ´arienzo – Vice-Presidente Incorporador
Maigregor Baruffi – Vice-Presidente Moveleiro
DIRETORES
Aline Pavan Waihreich
Lucas Bruni
Leonardo Gehlen
Ivan Máximo Concolatto
Diego Di Domênico
CONSELHO FISCAL
Marco Benvegnú Lima
Sergio Montipó
José Carlos Gobbi
Eduardo Mattevi
Emerson Benvegnú da Rosa
Luiz Giacomini
DELEGADOS REPRESENTANTES NA FIERGS
Roberta de Freitas Leal
Cristiano Basso
Lucas Do Carmo Bonfante
